18 de outubro de 2023

IGREJA MATRIZ

18 de outubro de 2023

IGREJA MATRIZ

IGREJA MATRIZ

História


A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída pelos padres jesuítas na segunda metade do século XVIII, passou por duas restaurações ao longo de sua história, financiadas pela comunidade local. A primeira restauração ocorreu na década de 1920, e a segunda, sob a administração do padre Manoel Arouche nos anos 40, incluiu a construção de uma impressionante torre de 25 metros de altura, que foi realizada pelo construtor português Manoel Fernandes, vindo de São Luís.


No entanto, durante essa segunda restauração, o valioso altar-mor esculpido em madeira foi irremediavelmente danificado por cupins e substituído por um altar de alvenaria. A igreja manteve sua arquitetura colonial, mas passou por essa grande mudança.

Na década de 70, sob a iniciativa do bispo D. Adalberto de Paula e Silva, a igreja passou por uma terceira reforma que alterou significativamente sua aparência original. Isso incluiu a adição de azulejos questionáveis na fachada, elementos vazados nas janelas e a substituição das telhas coloniais por telhas de brasilite. No interior, a escada em espiral que levava ao coro e os pisos superiores, originalmente de madeira, foram trocados por lajes de concreto.


Duas décadas depois, nos anos 90, o edifício começou a apresentar sérios problemas, como infiltrações, rachaduras nas paredes, telhas em mau estado e um forro gravemente danificado. Os pisos superiores mostravam sinais iminentes de colapso. Durante as últimas duas décadas, nos meses de inverno, a água da chuva infiltrou-se pelos elementos vazados, causando danos e ferrugem nas estruturas de suporte das lajes.


Sinos da igreja


Os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana têm uma história única e significativa. Fundidos na fábrica da Rua Augusta, em Lisboa, no ano de 1848, esses sinos acompanharam a vida da comunidade de Viana por quase um século e meio. Eles tocavam em momentos festivos e importantes, como a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1869), a abolição da escravatura (1888) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), mas também convocavam os moradores para combater incêndios e enfrentar outras calamidades.


Por décadas, gerações de vianenses tiveram suas vidas marcadas pelo som desses sinos na torre da igreja. Esses sinos eram tão especiais que, segundo relatos, sua sonoridade superava a de todos os outros sinos no Maranhão. Entretanto, no final da década de 1970, os dois sinos históricos foram retirados do campanário da torre e substituídos por um novo par de sinos. Isso ocorreu devido a uma pequena rachadura em um dos sinos antigos, que afetava o som do conjunto. Nessa época, a Diocese de Viana era liderada por D. Adalberto de Paula e Silva.


Em 1982, descobriu-se que os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana não estavam mais na cidade, pois haviam sido comprados ilegalmente pelo governador João Castelo e transferidos para o Patrimônio Cultural do Estado, em São Luís. O responsável por essa venda criminosa foi o bispo D. Adalberto, que recebeu Cr$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil cruzeiros antigos) pelas peças. Os sinos foram transportados para a capital disfarçados no meio de grades de vasilhames da extinta Cervejaria Maranhense para evitar chamar a atenção.


Uma campanha pela recuperação dos sinos começou, com o apoio de vianenses em São Luís e fora do estado. No Rio de Janeiro, o jornalista Benedito Francisco Silva e Dilú Mello juntaram-se ao esforço, que se estenderia por cinco anos. Em São Luís, o advogado Francisco José Pinto Silva enfrentou a burocracia do governo estadual incansavelmente. Mesmo após muitos apelos e solicitações, a administração estadual permanecia inerte. Foi necessário recorrer à mídia nacional para pressionar as autoridades maranhenses a devolverem os sinos à comunidade de Viana.


Dilú Mello, em busca de apoio, telefonou para Hebe Camargo, sua amiga, que na época apresentava um programa na TV Bandeirantes. Hebe prontamente atendeu ao pedido e enviou o jornalista Saulo Gomes para fazer uma matéria sobre o caso dos sinos em dezembro de 1983. No final da reportagem, Hebe fez um apelo emocionado ao público: "Devolvam os sinos de Viana. Devolvam os sinos da cidade de minha amiga Dilú Mello." Isso resultou em uma rápida resposta do governo maranhense, com o secretário de Cultura Joaquim Itapary anunciando a decisão do governador Luiz Rocha de devolver os sinos à igreja original.


No entanto, a burocracia do governo atrasou a liberação dos sinos por quase três anos e meio. Somente em 6 de junho de 1987, os sinos finalmente retornaram a Viana, sendo recebidos com festa pela comunidade. Inicialmente guardados no Fórum da cidade, eles foram expostos publicamente cinco anos depois, quando um pequeno campanário foi construído no jardim da Prefeitura, inaugurado em 4 de julho de 1992. No entanto, esse campanário não suportou o peso dos sinos por muito tempo, e eles foram esquecidos novamente.


Somente em dezembro recente, após pedidos persistentes do Comitê de Defesa do Patrimônio Histórico de Viana à Secretaria de Estado da Cultura, foi construído um novo campanário de madeira pau d'arco ao lado da Matriz, proporcionando um local adequado para que os sinos tradicionais possam ser admirados e preservados como parte importante do patrimônio histórico da cidade.


Renascer 25

História


A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída pelos padres jesuítas na segunda metade do século XVIII, passou por duas restaurações ao longo de sua história, financiadas pela comunidade local. A primeira restauração ocorreu na década de 1920, e a segunda, sob a administração do padre Manoel Arouche nos anos 40, incluiu a construção de uma impressionante torre de 25 metros de altura, que foi realizada pelo construtor português Manoel Fernandes, vindo de São Luís.


No entanto, durante essa segunda restauração, o valioso altar-mor esculpido em madeira foi irremediavelmente danificado por cupins e substituído por um altar de alvenaria. A igreja manteve sua arquitetura colonial, mas passou por essa grande mudança.

Na década de 70, sob a iniciativa do bispo D. Adalberto de Paula e Silva, a igreja passou por uma terceira reforma que alterou significativamente sua aparência original. Isso incluiu a adição de azulejos questionáveis na fachada, elementos vazados nas janelas e a substituição das telhas coloniais por telhas de brasilite. No interior, a escada em espiral que levava ao coro e os pisos superiores, originalmente de madeira, foram trocados por lajes de concreto.


Duas décadas depois, nos anos 90, o edifício começou a apresentar sérios problemas, como infiltrações, rachaduras nas paredes, telhas em mau estado e um forro gravemente danificado. Os pisos superiores mostravam sinais iminentes de colapso. Durante as últimas duas décadas, nos meses de inverno, a água da chuva infiltrou-se pelos elementos vazados, causando danos e ferrugem nas estruturas de suporte das lajes.


Sinos da igreja


Os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana têm uma história única e significativa. Fundidos na fábrica da Rua Augusta, em Lisboa, no ano de 1848, esses sinos acompanharam a vida da comunidade de Viana por quase um século e meio. Eles tocavam em momentos festivos e importantes, como a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1869), a abolição da escravatura (1888) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), mas também convocavam os moradores para combater incêndios e enfrentar outras calamidades.


Por décadas, gerações de vianenses tiveram suas vidas marcadas pelo som desses sinos na torre da igreja. Esses sinos eram tão especiais que, segundo relatos, sua sonoridade superava a de todos os outros sinos no Maranhão. Entretanto, no final da década de 1970, os dois sinos históricos foram retirados do campanário da torre e substituídos por um novo par de sinos. Isso ocorreu devido a uma pequena rachadura em um dos sinos antigos, que afetava o som do conjunto. Nessa época, a Diocese de Viana era liderada por D. Adalberto de Paula e Silva.


Em 1982, descobriu-se que os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana não estavam mais na cidade, pois haviam sido comprados ilegalmente pelo governador João Castelo e transferidos para o Patrimônio Cultural do Estado, em São Luís. O responsável por essa venda criminosa foi o bispo D. Adalberto, que recebeu Cr$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil cruzeiros antigos) pelas peças. Os sinos foram transportados para a capital disfarçados no meio de grades de vasilhames da extinta Cervejaria Maranhense para evitar chamar a atenção.


Uma campanha pela recuperação dos sinos começou, com o apoio de vianenses em São Luís e fora do estado. No Rio de Janeiro, o jornalista Benedito Francisco Silva e Dilú Mello juntaram-se ao esforço, que se estenderia por cinco anos. Em São Luís, o advogado Francisco José Pinto Silva enfrentou a burocracia do governo estadual incansavelmente. Mesmo após muitos apelos e solicitações, a administração estadual permanecia inerte. Foi necessário recorrer à mídia nacional para pressionar as autoridades maranhenses a devolverem os sinos à comunidade de Viana.


Dilú Mello, em busca de apoio, telefonou para Hebe Camargo, sua amiga, que na época apresentava um programa na TV Bandeirantes. Hebe prontamente atendeu ao pedido e enviou o jornalista Saulo Gomes para fazer uma matéria sobre o caso dos sinos em dezembro de 1983. No final da reportagem, Hebe fez um apelo emocionado ao público: "Devolvam os sinos de Viana. Devolvam os sinos da cidade de minha amiga Dilú Mello." Isso resultou em uma rápida resposta do governo maranhense, com o secretário de Cultura Joaquim Itapary anunciando a decisão do governador Luiz Rocha de devolver os sinos à igreja original.


No entanto, a burocracia do governo atrasou a liberação dos sinos por quase três anos e meio. Somente em 6 de junho de 1987, os sinos finalmente retornaram a Viana, sendo recebidos com festa pela comunidade. Inicialmente guardados no Fórum da cidade, eles foram expostos publicamente cinco anos depois, quando um pequeno campanário foi construído no jardim da Prefeitura, inaugurado em 4 de julho de 1992. No entanto, esse campanário não suportou o peso dos sinos por muito tempo, e eles foram esquecidos novamente.


Somente em dezembro recente, após pedidos persistentes do Comitê de Defesa do Patrimônio Histórico de Viana à Secretaria de Estado da Cultura, foi construído um novo campanário de madeira pau d'arco ao lado da Matriz, proporcionando um local adequado para que os sinos tradicionais possam ser admirados e preservados como parte importante do patrimônio histórico da cidade.


Renascer 25

História


A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída pelos padres jesuítas na segunda metade do século XVIII, passou por duas restaurações ao longo de sua história, financiadas pela comunidade local. A primeira restauração ocorreu na década de 1920, e a segunda, sob a administração do padre Manoel Arouche nos anos 40, incluiu a construção de uma impressionante torre de 25 metros de altura, que foi realizada pelo construtor português Manoel Fernandes, vindo de São Luís.


No entanto, durante essa segunda restauração, o valioso altar-mor esculpido em madeira foi irremediavelmente danificado por cupins e substituído por um altar de alvenaria. A igreja manteve sua arquitetura colonial, mas passou por essa grande mudança.

Na década de 70, sob a iniciativa do bispo D. Adalberto de Paula e Silva, a igreja passou por uma terceira reforma que alterou significativamente sua aparência original. Isso incluiu a adição de azulejos questionáveis na fachada, elementos vazados nas janelas e a substituição das telhas coloniais por telhas de brasilite. No interior, a escada em espiral que levava ao coro e os pisos superiores, originalmente de madeira, foram trocados por lajes de concreto.


Duas décadas depois, nos anos 90, o edifício começou a apresentar sérios problemas, como infiltrações, rachaduras nas paredes, telhas em mau estado e um forro gravemente danificado. Os pisos superiores mostravam sinais iminentes de colapso. Durante as últimas duas décadas, nos meses de inverno, a água da chuva infiltrou-se pelos elementos vazados, causando danos e ferrugem nas estruturas de suporte das lajes.


Sinos da igreja


Os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana têm uma história única e significativa. Fundidos na fábrica da Rua Augusta, em Lisboa, no ano de 1848, esses sinos acompanharam a vida da comunidade de Viana por quase um século e meio. Eles tocavam em momentos festivos e importantes, como a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1869), a abolição da escravatura (1888) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), mas também convocavam os moradores para combater incêndios e enfrentar outras calamidades.


Por décadas, gerações de vianenses tiveram suas vidas marcadas pelo som desses sinos na torre da igreja. Esses sinos eram tão especiais que, segundo relatos, sua sonoridade superava a de todos os outros sinos no Maranhão. Entretanto, no final da década de 1970, os dois sinos históricos foram retirados do campanário da torre e substituídos por um novo par de sinos. Isso ocorreu devido a uma pequena rachadura em um dos sinos antigos, que afetava o som do conjunto. Nessa época, a Diocese de Viana era liderada por D. Adalberto de Paula e Silva.


Em 1982, descobriu-se que os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Viana não estavam mais na cidade, pois haviam sido comprados ilegalmente pelo governador João Castelo e transferidos para o Patrimônio Cultural do Estado, em São Luís. O responsável por essa venda criminosa foi o bispo D. Adalberto, que recebeu Cr$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil cruzeiros antigos) pelas peças. Os sinos foram transportados para a capital disfarçados no meio de grades de vasilhames da extinta Cervejaria Maranhense para evitar chamar a atenção.


Uma campanha pela recuperação dos sinos começou, com o apoio de vianenses em São Luís e fora do estado. No Rio de Janeiro, o jornalista Benedito Francisco Silva e Dilú Mello juntaram-se ao esforço, que se estenderia por cinco anos. Em São Luís, o advogado Francisco José Pinto Silva enfrentou a burocracia do governo estadual incansavelmente. Mesmo após muitos apelos e solicitações, a administração estadual permanecia inerte. Foi necessário recorrer à mídia nacional para pressionar as autoridades maranhenses a devolverem os sinos à comunidade de Viana.


Dilú Mello, em busca de apoio, telefonou para Hebe Camargo, sua amiga, que na época apresentava um programa na TV Bandeirantes. Hebe prontamente atendeu ao pedido e enviou o jornalista Saulo Gomes para fazer uma matéria sobre o caso dos sinos em dezembro de 1983. No final da reportagem, Hebe fez um apelo emocionado ao público: "Devolvam os sinos de Viana. Devolvam os sinos da cidade de minha amiga Dilú Mello." Isso resultou em uma rápida resposta do governo maranhense, com o secretário de Cultura Joaquim Itapary anunciando a decisão do governador Luiz Rocha de devolver os sinos à igreja original.


No entanto, a burocracia do governo atrasou a liberação dos sinos por quase três anos e meio. Somente em 6 de junho de 1987, os sinos finalmente retornaram a Viana, sendo recebidos com festa pela comunidade. Inicialmente guardados no Fórum da cidade, eles foram expostos publicamente cinco anos depois, quando um pequeno campanário foi construído no jardim da Prefeitura, inaugurado em 4 de julho de 1992. No entanto, esse campanário não suportou o peso dos sinos por muito tempo, e eles foram esquecidos novamente.


Somente em dezembro recente, após pedidos persistentes do Comitê de Defesa do Patrimônio Histórico de Viana à Secretaria de Estado da Cultura, foi construído um novo campanário de madeira pau d'arco ao lado da Matriz, proporcionando um local adequado para que os sinos tradicionais possam ser admirados e preservados como parte importante do patrimônio histórico da cidade.


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