18 de outubro de 2023

CASA DOS CARTEIROS

18 de outubro de 2023

CASA DOS CARTEIROS

CASA DOS CARTEIROS

História


A singela meia-morada situada à Rua Coronel Campelo, n° 500, foi a residência do Sr. João Salgado, conhecido na cidade simplesmente como João “Carteiro”, um epíteto que passou para seus descendentes. Casado com D. Margarida Salgado, o antigo funcionário dos Correios gerou uma prole de nove filhos. A filha mais velha, Bernardina Salgado, nascida ali, atualmente com 101 anos, indica que o imóvel pertence à família há mais de um século.


Característica de uma construção típica do início do século passado, a meia-morada dos Carteiros é um dos raros exemplares da antiga arquitetura da cidade. Sua fachada, composta de uma porta e duas janelas, conserva até hoje suas características originais, sendo um destaque notável do Renascer Vianense. Na época presente, a residência era ocupada por D. Bernardina e sua sobrinha Maria Lúcia, juntamente com os filhos desta e alguns bisnetos do Sr. João Carteiro.


Os carteiros


Muito já foi escrito sobre os apelidos vianenses. Por isso, limitar-se-á a dizer que muitos apelidos correspondiam à profissão do apelidado, como era o caso de Zé Seleiro, Emídio Fogueteiro e João Carteiro. O primeiro confeccionava selas, o segundo fabricava foguetes, e o terceiro entregava cartas.


Todas as vezes que a pessoa passava pela oficina de Zé Seleiro, situada no canto da casa de Maroca Cunha, ela entrava para admirar as selas bem trabalhadas expostas por aquele artesão.

Em Arari, havia um oficial de justiça chamado Diquinho Foguete, que fabricou foguetes por muitos anos, seguindo a profissão de seu pai, outro fogueteiro. O resultado dessa atividade prolongada na família foi que todos os seus membros, de várias gerações, ficaram com o epíteto de "Foguete," tanto os homens quanto as mulheres.

Também foi conhecido o senhor João Carteiro, que era visto caminhando devagar, sempre vestindo um chapéu e um traje típico de cáqui, que o caracterizava. As pessoas se acostumaram com o nome pelo qual ele era conhecido na cidade. Só recentemente foi informado de que seu nome era João Salgado.


Como João trabalhou nos Correios por muitos anos, deram-lhe o apelido de "Carteiro," que acabou sendo adotado não apenas por ele, o verdadeiro, mas por toda a família, como se fosse um título de nobreza. Os "Carteiros" se consolidaram como aquela família que tinha um respeitado patriarca e morava em uma casa na Rua Coronel Campelo. Ainda hoje, a casa pertence aos familiares remanescentes.

João Carteiro era casado com a senhora Margarida e tiveram nove filhos: Bernardina, Maria Lúcia, Socorro, Maria das Mercês, Áurea, Paulo, João, Raimundo e Domingos. Quatro deles já faleceram. A filha mais velha, Bernardina, ainda estava viva em 2012, quando completou cem anos de idade.


Dentre esses filhos, lembrava-se bem de Paulo Carteiro, que se dedicou, por muitos anos, ao magistério particular. Era um professor conhecido por sua rigorosidade ao ministrar suas aulas. Para uma sociedade carente de professores, sua dedicação foi de grande utilidade, assim como a do saudoso professor Egídio Rocha.

Alguns netos de João Carteiro ainda carregam o apelido de "Carteiro," como é o caso do músico Benedito Carteiro, membro de uma banda de música na cidade.


Um detalhe saudosista da família "Carteiro," que já foi relatado em memórias anteriores (Do alto da Matriz), é a lembrança do presépio que montavam para o Natal. Era um belo presépio, que competia com o da pessoa que escreve as memórias, tanto em arquitetura quanto em magia. Quando criança, as pessoas e mais dois irmãos costumavam espiar o presépio dos "Carteiros" para compará-lo com o de sua casa. Ficavam parados na cancela da porta da rua, olhando de longe, até que dona Margarida os convidava para entrar. O presépio ficava num canto da sala, repleto de santos, animais, anjos e estrelas.


A paciência que João Carteiro demonstrava ao caminhar pelas ruas de Viana era a mesma que o fazia abrir as portas de sua casa para servir chocolate e café com bolo para a turma das "serras" na véspera de São José. Depois de ser alvo de brincadeiras, ele e dona Margarida convidavam as pessoas a entrar para o banquete.

Discreta, sem riquezas materiais, mas digna de respeito, a família dos "Carteiros" integrou e ainda integra a sociedade vianense, com membros dedicados ao trabalho e empenhados na preservação de sua unidade familiar. Mesmo após tanto tempo desde que o senhor João deixou de entregar cartas, a família ainda mantém o selo de sua atividade incorporado ao nome de seus descendentes.


Renascer 40

História


A singela meia-morada situada à Rua Coronel Campelo, n° 500, foi a residência do Sr. João Salgado, conhecido na cidade simplesmente como João “Carteiro”, um epíteto que passou para seus descendentes. Casado com D. Margarida Salgado, o antigo funcionário dos Correios gerou uma prole de nove filhos. A filha mais velha, Bernardina Salgado, nascida ali, atualmente com 101 anos, indica que o imóvel pertence à família há mais de um século.


Característica de uma construção típica do início do século passado, a meia-morada dos Carteiros é um dos raros exemplares da antiga arquitetura da cidade. Sua fachada, composta de uma porta e duas janelas, conserva até hoje suas características originais, sendo um destaque notável do Renascer Vianense. Na época presente, a residência era ocupada por D. Bernardina e sua sobrinha Maria Lúcia, juntamente com os filhos desta e alguns bisnetos do Sr. João Carteiro.


Os carteiros


Muito já foi escrito sobre os apelidos vianenses. Por isso, limitar-se-á a dizer que muitos apelidos correspondiam à profissão do apelidado, como era o caso de Zé Seleiro, Emídio Fogueteiro e João Carteiro. O primeiro confeccionava selas, o segundo fabricava foguetes, e o terceiro entregava cartas.


Todas as vezes que a pessoa passava pela oficina de Zé Seleiro, situada no canto da casa de Maroca Cunha, ela entrava para admirar as selas bem trabalhadas expostas por aquele artesão.

Em Arari, havia um oficial de justiça chamado Diquinho Foguete, que fabricou foguetes por muitos anos, seguindo a profissão de seu pai, outro fogueteiro. O resultado dessa atividade prolongada na família foi que todos os seus membros, de várias gerações, ficaram com o epíteto de "Foguete," tanto os homens quanto as mulheres.

Também foi conhecido o senhor João Carteiro, que era visto caminhando devagar, sempre vestindo um chapéu e um traje típico de cáqui, que o caracterizava. As pessoas se acostumaram com o nome pelo qual ele era conhecido na cidade. Só recentemente foi informado de que seu nome era João Salgado.


Como João trabalhou nos Correios por muitos anos, deram-lhe o apelido de "Carteiro," que acabou sendo adotado não apenas por ele, o verdadeiro, mas por toda a família, como se fosse um título de nobreza. Os "Carteiros" se consolidaram como aquela família que tinha um respeitado patriarca e morava em uma casa na Rua Coronel Campelo. Ainda hoje, a casa pertence aos familiares remanescentes.

João Carteiro era casado com a senhora Margarida e tiveram nove filhos: Bernardina, Maria Lúcia, Socorro, Maria das Mercês, Áurea, Paulo, João, Raimundo e Domingos. Quatro deles já faleceram. A filha mais velha, Bernardina, ainda estava viva em 2012, quando completou cem anos de idade.


Dentre esses filhos, lembrava-se bem de Paulo Carteiro, que se dedicou, por muitos anos, ao magistério particular. Era um professor conhecido por sua rigorosidade ao ministrar suas aulas. Para uma sociedade carente de professores, sua dedicação foi de grande utilidade, assim como a do saudoso professor Egídio Rocha.

Alguns netos de João Carteiro ainda carregam o apelido de "Carteiro," como é o caso do músico Benedito Carteiro, membro de uma banda de música na cidade.


Um detalhe saudosista da família "Carteiro," que já foi relatado em memórias anteriores (Do alto da Matriz), é a lembrança do presépio que montavam para o Natal. Era um belo presépio, que competia com o da pessoa que escreve as memórias, tanto em arquitetura quanto em magia. Quando criança, as pessoas e mais dois irmãos costumavam espiar o presépio dos "Carteiros" para compará-lo com o de sua casa. Ficavam parados na cancela da porta da rua, olhando de longe, até que dona Margarida os convidava para entrar. O presépio ficava num canto da sala, repleto de santos, animais, anjos e estrelas.


A paciência que João Carteiro demonstrava ao caminhar pelas ruas de Viana era a mesma que o fazia abrir as portas de sua casa para servir chocolate e café com bolo para a turma das "serras" na véspera de São José. Depois de ser alvo de brincadeiras, ele e dona Margarida convidavam as pessoas a entrar para o banquete.

Discreta, sem riquezas materiais, mas digna de respeito, a família dos "Carteiros" integrou e ainda integra a sociedade vianense, com membros dedicados ao trabalho e empenhados na preservação de sua unidade familiar. Mesmo após tanto tempo desde que o senhor João deixou de entregar cartas, a família ainda mantém o selo de sua atividade incorporado ao nome de seus descendentes.



Renascer 40

História


A singela meia-morada situada à Rua Coronel Campelo, n° 500, foi a residência do Sr. João Salgado, conhecido na cidade simplesmente como João “Carteiro”, um epíteto que passou para seus descendentes. Casado com D. Margarida Salgado, o antigo funcionário dos Correios gerou uma prole de nove filhos. A filha mais velha, Bernardina Salgado, nascida ali, atualmente com 101 anos, indica que o imóvel pertence à família há mais de um século.


Característica de uma construção típica do início do século passado, a meia-morada dos Carteiros é um dos raros exemplares da antiga arquitetura da cidade. Sua fachada, composta de uma porta e duas janelas, conserva até hoje suas características originais, sendo um destaque notável do Renascer Vianense. Na época presente, a residência era ocupada por D. Bernardina e sua sobrinha Maria Lúcia, juntamente com os filhos desta e alguns bisnetos do Sr. João Carteiro.


Os carteiros


Muito já foi escrito sobre os apelidos vianenses. Por isso, limitar-se-á a dizer que muitos apelidos correspondiam à profissão do apelidado, como era o caso de Zé Seleiro, Emídio Fogueteiro e João Carteiro. O primeiro confeccionava selas, o segundo fabricava foguetes, e o terceiro entregava cartas.


Todas as vezes que a pessoa passava pela oficina de Zé Seleiro, situada no canto da casa de Maroca Cunha, ela entrava para admirar as selas bem trabalhadas expostas por aquele artesão.

Em Arari, havia um oficial de justiça chamado Diquinho Foguete, que fabricou foguetes por muitos anos, seguindo a profissão de seu pai, outro fogueteiro. O resultado dessa atividade prolongada na família foi que todos os seus membros, de várias gerações, ficaram com o epíteto de "Foguete," tanto os homens quanto as mulheres.

Também foi conhecido o senhor João Carteiro, que era visto caminhando devagar, sempre vestindo um chapéu e um traje típico de cáqui, que o caracterizava. As pessoas se acostumaram com o nome pelo qual ele era conhecido na cidade. Só recentemente foi informado de que seu nome era João Salgado.


Como João trabalhou nos Correios por muitos anos, deram-lhe o apelido de "Carteiro," que acabou sendo adotado não apenas por ele, o verdadeiro, mas por toda a família, como se fosse um título de nobreza. Os "Carteiros" se consolidaram como aquela família que tinha um respeitado patriarca e morava em uma casa na Rua Coronel Campelo. Ainda hoje, a casa pertence aos familiares remanescentes.

João Carteiro era casado com a senhora Margarida e tiveram nove filhos: Bernardina, Maria Lúcia, Socorro, Maria das Mercês, Áurea, Paulo, João, Raimundo e Domingos. Quatro deles já faleceram. A filha mais velha, Bernardina, ainda estava viva em 2012, quando completou cem anos de idade.


Dentre esses filhos, lembrava-se bem de Paulo Carteiro, que se dedicou, por muitos anos, ao magistério particular. Era um professor conhecido por sua rigorosidade ao ministrar suas aulas. Para uma sociedade carente de professores, sua dedicação foi de grande utilidade, assim como a do saudoso professor Egídio Rocha.

Alguns netos de João Carteiro ainda carregam o apelido de "Carteiro," como é o caso do músico Benedito Carteiro, membro de uma banda de música na cidade.


Um detalhe saudosista da família "Carteiro," que já foi relatado em memórias anteriores (Do alto da Matriz), é a lembrança do presépio que montavam para o Natal. Era um belo presépio, que competia com o da pessoa que escreve as memórias, tanto em arquitetura quanto em magia. Quando criança, as pessoas e mais dois irmãos costumavam espiar o presépio dos "Carteiros" para compará-lo com o de sua casa. Ficavam parados na cancela da porta da rua, olhando de longe, até que dona Margarida os convidava para entrar. O presépio ficava num canto da sala, repleto de santos, animais, anjos e estrelas.


A paciência que João Carteiro demonstrava ao caminhar pelas ruas de Viana era a mesma que o fazia abrir as portas de sua casa para servir chocolate e café com bolo para a turma das "serras" na véspera de São José. Depois de ser alvo de brincadeiras, ele e dona Margarida convidavam as pessoas a entrar para o banquete.

Discreta, sem riquezas materiais, mas digna de respeito, a família dos "Carteiros" integrou e ainda integra a sociedade vianense, com membros dedicados ao trabalho e empenhados na preservação de sua unidade familiar. Mesmo após tanto tempo desde que o senhor João deixou de entregar cartas, a família ainda mantém o selo de sua atividade incorporado ao nome de seus descendentes.



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