18 de outubro de 2023

CASA DO MAESTRO TEMÍSTOCLES LIMA

18 de outubro de 2023

CASA DO MAESTRO TEMÍSTOCLES LIMA

CASA DO MAESTRO TEMÍSTOCLES LIMA

História


Filho de Raimundo Lima e pai de Luiz Lima, Temístocles Lima destacou-se como um dos maiores músicos de seu tempo. Infelizmente, devido à falta de preservação da memória dos homens e mulheres que engrandeceram o nome da cidade, há poucas informações disponíveis sobre o autor da melodia do hino vianense.

Nascido e criado em Viana, Temístocles viveu entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Ele era filho do maestro de uma das duas bandas mais renomadas e requisitadas da cidade, conhecida simplesmente como a "banda do Piloto". Essa banda tinha a responsabilidade de proporcionar a música festiva durante a tradicional celebração de São Benedito.


Raimundo Lima, conhecido como o "piloto", assim como a maioria dos profissionais de sua época, também era compositor musical. De acordo com o padre João Mohana, que iniciou sua pesquisa musical em Viana na década de 1950, uma das primeiras partituras que ele teve acesso era de autoria do velho "piloto". Para surpresa do pesquisador, entre as partituras coletadas por um leproso em Alcântara, ele encontrou uma magnífica marcha para orquestra também composta por Raimundo Lima, intitulada "Amor de Pátria".

Todas essas informações sugerem que a música era uma paixão profundamente enraizada na família Lima. Não é surpreendente, portanto, que a influência musical de seu pai tenha desempenhado um papel significativo na vocação do jovem Temístocles. Além disso, ele também foi inspirado pelo ambiente cultural de Viana, uma cidade que valorizava a música de qualidade.


Após o falecimento de seu pai, o "piloto", Temístocles Lima assumiu a liderança dos músicos que anteriormente eram comandados por seu pai. Segundo informações confiáveis, ele conduziu brilhantemente a já famosa "banda do Piloto" por muitos anos, competindo em pé de igualdade com a banda rival, que era propriedade do também maestro Miguel Dias.


Embora não se saiba ao certo quantos e quais instrumentos musicais estavam sob a direção do jovem Temístocles Lima, é provável que fossem numerosos. A cantora e compositora Dilú Mello costumava lembrar que seu primeiro professor de violino foi justamente o maestro Temístocles. Naquele período, entre os anos de 1916 e 1918, Oscar Argollo, pai de Dilú, vivia em uma fazenda localizada onde hoje está o Sítio São Manoel. Foi lá que o professor Temístocles chegava diariamente a cavalo para dar aulas de violino à jovem aluna. Outro testemunho importante e revelador sobre a natureza solidária desse músico foi fornecido pela filha do maestro Miguel Dias.


De acordo com América Dias, no momento do falecimento de seu pai, Temístocles Lima não apenas compareceu ao velório do rival para prestar suas condolências à viúva, como também ofereceu seus músicos para acompanhar o cortejo fúnebre, o que de fato ocorreu no dia seguinte. Além de ser músico, Temístocles também desempenhava o cargo de "guarda-fios" dos Telégrafos, sendo responsável pela manutenção da rede telegráfica dentro dos limites do município de Viana.


Temístocles era casado com Rita Nunes de Lima e teve sete filhos: Raimunda, Naisa, Madalena, Maria de Jesus, Sebastião, Luiz e Ary. Sua filha mais velha, Raimunda, também conhecida como Mundiquinha Lima, fez parte do coro da Igreja de São Benedito, onde cantou por vários anos. No entanto, foi seu filho Luiz Lima, seguindo a tradição familiar, que se tornou músico e compositor. Luiz também desempenhou o papel de professor de música, ministrando aulas particulares a diversos músicos vianenses nas décadas de 1940 e 1950.


O "Acervo João Mohana", exposto no Arquivo Público em São Luís, catalogou sete composições de autoria de Temístocles Lima. Entre elas estão uma Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus, para vozes e orquestra; a partitura completa de Pastores de Viana; uma Marcha Fúnebre para orquestra; uma quadrilha intitulada Amor e Flor; duas valsas chamadas Saudade de Maroca e Santa Inês; e o belo Hino Vianense, cuja letra foi escrita por Amâncio Aquino.


Aqueles que tiveram o privilégio de ouvir ou executar uma das composições de Temístocles Lima, seja sacra ou profana, garantem que a extraordinária sensibilidade desse homem transcende as barreiras do tempo e continua a encantar os ouvidos, mesmo nos dias de hoje. Devido ao valor de sua obra musical, Temístocles Lima foi escolhido como patrono da Cadeira nº 6 da Academia Vianense de Letras, cujo titular é o procurador de Justiça aposentado Carlos Nina Everton Cutrim.


Renascer 42

História


Filho de Raimundo Lima e pai de Luiz Lima, Temístocles Lima destacou-se como um dos maiores músicos de seu tempo. Infelizmente, devido à falta de preservação da memória dos homens e mulheres que engrandeceram o nome da cidade, há poucas informações disponíveis sobre o autor da melodia do hino vianense.

Nascido e criado em Viana, Temístocles viveu entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Ele era filho do maestro de uma das duas bandas mais renomadas e requisitadas da cidade, conhecida simplesmente como a "banda do Piloto". Essa banda tinha a responsabilidade de proporcionar a música festiva durante a tradicional celebração de São Benedito.


Raimundo Lima, conhecido como o "piloto", assim como a maioria dos profissionais de sua época, também era compositor musical. De acordo com o padre João Mohana, que iniciou sua pesquisa musical em Viana na década de 1950, uma das primeiras partituras que ele teve acesso era de autoria do velho "piloto". Para surpresa do pesquisador, entre as partituras coletadas por um leproso em Alcântara, ele encontrou uma magnífica marcha para orquestra também composta por Raimundo Lima, intitulada "Amor de Pátria".

Todas essas informações sugerem que a música era uma paixão profundamente enraizada na família Lima. Não é surpreendente, portanto, que a influência musical de seu pai tenha desempenhado um papel significativo na vocação do jovem Temístocles. Além disso, ele também foi inspirado pelo ambiente cultural de Viana, uma cidade que valorizava a música de qualidade.


Após o falecimento de seu pai, o "piloto", Temístocles Lima assumiu a liderança dos músicos que anteriormente eram comandados por seu pai. Segundo informações confiáveis, ele conduziu brilhantemente a já famosa "banda do Piloto" por muitos anos, competindo em pé de igualdade com a banda rival, que era propriedade do também maestro Miguel Dias.


Embora não se saiba ao certo quantos e quais instrumentos musicais estavam sob a direção do jovem Temístocles Lima, é provável que fossem numerosos. A cantora e compositora Dilú Mello costumava lembrar que seu primeiro professor de violino foi justamente o maestro Temístocles. Naquele período, entre os anos de 1916 e 1918, Oscar Argollo, pai de Dilú, vivia em uma fazenda localizada onde hoje está o Sítio São Manoel. Foi lá que o professor Temístocles chegava diariamente a cavalo para dar aulas de violino à jovem aluna. Outro testemunho importante e revelador sobre a natureza solidária desse músico foi fornecido pela filha do maestro Miguel Dias.


De acordo com América Dias, no momento do falecimento de seu pai, Temístocles Lima não apenas compareceu ao velório do rival para prestar suas condolências à viúva, como também ofereceu seus músicos para acompanhar o cortejo fúnebre, o que de fato ocorreu no dia seguinte. Além de ser músico, Temístocles também desempenhava o cargo de "guarda-fios" dos Telégrafos, sendo responsável pela manutenção da rede telegráfica dentro dos limites do município de Viana.


Temístocles era casado com Rita Nunes de Lima e teve sete filhos: Raimunda, Naisa, Madalena, Maria de Jesus, Sebastião, Luiz e Ary. Sua filha mais velha, Raimunda, também conhecida como Mundiquinha Lima, fez parte do coro da Igreja de São Benedito, onde cantou por vários anos. No entanto, foi seu filho Luiz Lima, seguindo a tradição familiar, que se tornou músico e compositor. Luiz também desempenhou o papel de professor de música, ministrando aulas particulares a diversos músicos vianenses nas décadas de 1940 e 1950.


O "Acervo João Mohana", exposto no Arquivo Público em São Luís, catalogou sete composições de autoria de Temístocles Lima. Entre elas estão uma Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus, para vozes e orquestra; a partitura completa de Pastores de Viana; uma Marcha Fúnebre para orquestra; uma quadrilha intitulada Amor e Flor; duas valsas chamadas Saudade de Maroca e Santa Inês; e o belo Hino Vianense, cuja letra foi escrita por Amâncio Aquino.


Aqueles que tiveram o privilégio de ouvir ou executar uma das composições de Temístocles Lima, seja sacra ou profana, garantem que a extraordinária sensibilidade desse homem transcende as barreiras do tempo e continua a encantar os ouvidos, mesmo nos dias de hoje. Devido ao valor de sua obra musical, Temístocles Lima foi escolhido como patrono da Cadeira nº 6 da Academia Vianense de Letras, cujo titular é o procurador de Justiça aposentado Carlos Nina Everton Cutrim.


Renascer 42

História


Filho de Raimundo Lima e pai de Luiz Lima, Temístocles Lima destacou-se como um dos maiores músicos de seu tempo. Infelizmente, devido à falta de preservação da memória dos homens e mulheres que engrandeceram o nome da cidade, há poucas informações disponíveis sobre o autor da melodia do hino vianense.

Nascido e criado em Viana, Temístocles viveu entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Ele era filho do maestro de uma das duas bandas mais renomadas e requisitadas da cidade, conhecida simplesmente como a "banda do Piloto". Essa banda tinha a responsabilidade de proporcionar a música festiva durante a tradicional celebração de São Benedito.


Raimundo Lima, conhecido como o "piloto", assim como a maioria dos profissionais de sua época, também era compositor musical. De acordo com o padre João Mohana, que iniciou sua pesquisa musical em Viana na década de 1950, uma das primeiras partituras que ele teve acesso era de autoria do velho "piloto". Para surpresa do pesquisador, entre as partituras coletadas por um leproso em Alcântara, ele encontrou uma magnífica marcha para orquestra também composta por Raimundo Lima, intitulada "Amor de Pátria".

Todas essas informações sugerem que a música era uma paixão profundamente enraizada na família Lima. Não é surpreendente, portanto, que a influência musical de seu pai tenha desempenhado um papel significativo na vocação do jovem Temístocles. Além disso, ele também foi inspirado pelo ambiente cultural de Viana, uma cidade que valorizava a música de qualidade.


Após o falecimento de seu pai, o "piloto", Temístocles Lima assumiu a liderança dos músicos que anteriormente eram comandados por seu pai. Segundo informações confiáveis, ele conduziu brilhantemente a já famosa "banda do Piloto" por muitos anos, competindo em pé de igualdade com a banda rival, que era propriedade do também maestro Miguel Dias.


Embora não se saiba ao certo quantos e quais instrumentos musicais estavam sob a direção do jovem Temístocles Lima, é provável que fossem numerosos. A cantora e compositora Dilú Mello costumava lembrar que seu primeiro professor de violino foi justamente o maestro Temístocles. Naquele período, entre os anos de 1916 e 1918, Oscar Argollo, pai de Dilú, vivia em uma fazenda localizada onde hoje está o Sítio São Manoel. Foi lá que o professor Temístocles chegava diariamente a cavalo para dar aulas de violino à jovem aluna. Outro testemunho importante e revelador sobre a natureza solidária desse músico foi fornecido pela filha do maestro Miguel Dias.


De acordo com América Dias, no momento do falecimento de seu pai, Temístocles Lima não apenas compareceu ao velório do rival para prestar suas condolências à viúva, como também ofereceu seus músicos para acompanhar o cortejo fúnebre, o que de fato ocorreu no dia seguinte. Além de ser músico, Temístocles também desempenhava o cargo de "guarda-fios" dos Telégrafos, sendo responsável pela manutenção da rede telegráfica dentro dos limites do município de Viana.


Temístocles era casado com Rita Nunes de Lima e teve sete filhos: Raimunda, Naisa, Madalena, Maria de Jesus, Sebastião, Luiz e Ary. Sua filha mais velha, Raimunda, também conhecida como Mundiquinha Lima, fez parte do coro da Igreja de São Benedito, onde cantou por vários anos. No entanto, foi seu filho Luiz Lima, seguindo a tradição familiar, que se tornou músico e compositor. Luiz também desempenhou o papel de professor de música, ministrando aulas particulares a diversos músicos vianenses nas décadas de 1940 e 1950.


O "Acervo João Mohana", exposto no Arquivo Público em São Luís, catalogou sete composições de autoria de Temístocles Lima. Entre elas estão uma Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus, para vozes e orquestra; a partitura completa de Pastores de Viana; uma Marcha Fúnebre para orquestra; uma quadrilha intitulada Amor e Flor; duas valsas chamadas Saudade de Maroca e Santa Inês; e o belo Hino Vianense, cuja letra foi escrita por Amâncio Aquino.


Aqueles que tiveram o privilégio de ouvir ou executar uma das composições de Temístocles Lima, seja sacra ou profana, garantem que a extraordinária sensibilidade desse homem transcende as barreiras do tempo e continua a encantar os ouvidos, mesmo nos dias de hoje. Devido ao valor de sua obra musical, Temístocles Lima foi escolhido como patrono da Cadeira nº 6 da Academia Vianense de Letras, cujo titular é o procurador de Justiça aposentado Carlos Nina Everton Cutrim.


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