18 de outubro de 2023

CASA CORONEL CAMPELO

18 de outubro de 2023

CASA CORONEL CAMPELO

CASA CORONEL CAMPELO

História


Conhecido por seus contemporâneos simplesmente como Mundico Campelo, esse homem traçou uma trajetória de vida que o tornou merecedor de uma das mais significativas homenagens póstumas prestadas a um vianense: teve seu nome escolhido para denominar uma das três principais ruas de sua cidade natal. Diferentemente do professor Antônio Lopes, que alcançou notoriedade intelectual por sua atuação na capital maranhense, ou do engenheiro Raimundo de Castro Maia, que conquistou prestígio político e cultural na então capital do país (ambos igualmente distinguidos com a mesma homenagem), o Coronel Campelo ganhou destaque pelo trabalho desenvolvido ali mesmo, em prol de sua comunidade.


Nascido em 2 de junho de 1874, Raimundo Marcelino Campelo viveu até os 71 anos de idade. Quando faleceu em 10 de outubro de 1945, deixou para trás rivais e desafetos na política local. No entanto, ao longo de sua trajetória, ele havia demonstrado um interesse fundamental no desenvolvimento do município e no bem-estar da população. De acordo com uma de suas netas, Maria do Socorro Silva Coelho, conhecer a história de Raimundo Marcelino Campelo não se trata apenas de entender uma biografia fascinante, mas sim de tentar compreender a postura de toda uma geração diante de seus desafios, preocupações e esperanças. De fato, é necessário transportar-se para a Viana do início do século passado, com todas as carências materiais e distâncias geográficas da época, a fim de melhor compreender o senso cívico que pulsava nos corações dos filhos daquela terra.


Isolado e privado do contato direto com o mundo exterior, Mundico Campelo alcançou a plenitude da vida social e comunitária, mantendo-se assim bem distante do egoísmo e do individualismo tão exacerbados dos dias atuais. Foi nesse contexto que a determinação e o espírito de luta o conduziram ao posto de chefe político local.

Naquela época em Viana, prevaleciam dois tradicionais partidos políticos, ambos com direção regional em São Luís: o Conservador e o Liberal. O primeiro, conhecido como o partido do "Pau roxo", tinha justamente no Coronel Campelo seu líder e eixo de convergência dos principais talentos políticos da época, como o também Coronel Ulisses Leopoldino Rodrigues, Antonio Serafim da Costa (eleito prefeito da cidade por duas vezes), Leonel Alves de Carvalho, João Balby, João de Parma, Marcelino Piedade, Alteredo Nogueira, Heitor Piedade, e vários outros.


Embora nunca tenha assumido o cargo de prefeito, Mundico Campelo era quem, graças ao enorme prestígio junto ao eleitorado vianense, colocava à frente do poder municipal o afiliado que julgasse merecedor dessa responsabilidade. Sua militância política lhe rendeu inúmeras vitórias e grandes alegrias. No entanto, como é comum na vida pública, sua atuação também gerou muitas críticas por parte dos opositores e algumas decepções pessoais.


O jornal "A Época", que circulou em Viana entre 1929 e 1932, registrou alguns de seus desabafos. Suas artimanhas e manobras políticas para se manter no poder também se tornaram célebres. Um dos casos mais notáveis ocorreu durante a famigerada Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao comando do Brasil. Quando os rumores dessa revolta chegaram a Viana no final de outubro daquele mesmo ano, o astuto líder político imediatamente depôs seu aliado, Mundico Serra (Raimundo Nonato Serra Nunes), da prefeitura, e em seu lugar empossou o próprio genro, Nhô Santos (José Fernandes da Costa Santos), como "prefeito revolucionário".


A troca, muitas vezes chamada pejorativamente de "revolução de cozinha" pelos adversários, desencadeou uma das mais intensas disputas pelo poder na história política de Viana. Deixando as rivalidades políticas de lado, Raimundo Marcelino Campelo foi incansável em sua busca por melhorias para a cidade. Entre essas melhorias, a preocupação com a educação da juventude vianense era, sem dúvida, sua principal bandeira.


Recebendo o apoio de diversos governadores do Maranhão, que o consideravam um dos líderes políticos mais influentes do interior do Estado, ele não poupou esforços para atender às necessidades educacionais locais. A fundação do Grupo Escolar Estevam Carvalho em 1924 foi resultado de sua importante iniciativa. Da mesma forma, quando o promotor público de Viana, Dr. Palmério Campos, estabeleceu o Instituto D. Francisco de Paula em 1929, encontrou em Mundico Campelo o maior entusiasta e incentivador.


Em um discurso proferido na Prefeitura Municipal em 12/06/1929, após convocar os professores para se dedicarem à causa da educação dos jovens locais, Mundico Campelo dirigiu-se aos jovens presentes da seguinte maneira:


“a vós jovens vianenses, vós que sois a esperança da nossa pátria, eu concito-vos a que procureis aprender, para serdes felizes, e felizes fazerdes os vossos paes e a nossa pátria; e a vós paes de família, eu imploro com as mãos postas, como quem a Deus implora, que procureis ensinar os vossos filhinhos porque, quando todos os viannenses forem cultos, esta nossa querida Vianna será grande, immensamente grande, pois todos trabalharão uníssonos pela sua grandeza e pela sua prosperidade...”


(A Época, n° 26, de 30/06/1929).


Vida pessoal de Raimundo Marcelino Campelo


No âmbito profissional, o coronel Campelo desempenhava a função de coletor estadual em Viana, além de ser proprietário do engenho de cana-de-açúcar de Santarém. Esse engenho foi um dos pioneiros na região a adotar a modernização ao substituir a tração animal por energia motorizada.


Dedicado à sua família, Raimundo Marcelino Campelo era casado com Olívia Rosa Garcia Campelo e pai de oito filhos. Destacavam-se entre eles as professoras normalistas Faraíldes e Maria Raimunda, bem como os futuros generais do Exército: Lourival, Raimundo, Juracey e Florimar Campelo. Além destes, José de Ribamar e Josafá Campelo seguiram carreiras como advogado e agrônomo, respectivamente.


Em 1977, sob a administração do prefeito Walber Duailibe, esse vianense ilustre recebeu uma nova homenagem. Uma das escolas da rede estadual em Viana foi devidamente denominada "Centro de Ensino Raimundo Marcelino Campelo", uma justa celebração de sua contribuição para a comunidade e a educação.


Renascer 26

História


Conhecido por seus contemporâneos simplesmente como Mundico Campelo, esse homem traçou uma trajetória de vida que o tornou merecedor de uma das mais significativas homenagens póstumas prestadas a um vianense: teve seu nome escolhido para denominar uma das três principais ruas de sua cidade natal. Diferentemente do professor Antônio Lopes, que alcançou notoriedade intelectual por sua atuação na capital maranhense, ou do engenheiro Raimundo de Castro Maia, que conquistou prestígio político e cultural na então capital do país (ambos igualmente distinguidos com a mesma homenagem), o Coronel Campelo ganhou destaque pelo trabalho desenvolvido ali mesmo, em prol de sua comunidade.


Nascido em 2 de junho de 1874, Raimundo Marcelino Campelo viveu até os 71 anos de idade. Quando faleceu em 10 de outubro de 1945, deixou para trás rivais e desafetos na política local. No entanto, ao longo de sua trajetória, ele havia demonstrado um interesse fundamental no desenvolvimento do município e no bem-estar da população. De acordo com uma de suas netas, Maria do Socorro Silva Coelho, conhecer a história de Raimundo Marcelino Campelo não se trata apenas de entender uma biografia fascinante, mas sim de tentar compreender a postura de toda uma geração diante de seus desafios, preocupações e esperanças. De fato, é necessário transportar-se para a Viana do início do século passado, com todas as carências materiais e distâncias geográficas da época, a fim de melhor compreender o senso cívico que pulsava nos corações dos filhos daquela terra.


Isolado e privado do contato direto com o mundo exterior, Mundico Campelo alcançou a plenitude da vida social e comunitária, mantendo-se assim bem distante do egoísmo e do individualismo tão exacerbados dos dias atuais. Foi nesse contexto que a determinação e o espírito de luta o conduziram ao posto de chefe político local.

Naquela época em Viana, prevaleciam dois tradicionais partidos políticos, ambos com direção regional em São Luís: o Conservador e o Liberal. O primeiro, conhecido como o partido do "Pau roxo", tinha justamente no Coronel Campelo seu líder e eixo de convergência dos principais talentos políticos da época, como o também Coronel Ulisses Leopoldino Rodrigues, Antonio Serafim da Costa (eleito prefeito da cidade por duas vezes), Leonel Alves de Carvalho, João Balby, João de Parma, Marcelino Piedade, Alteredo Nogueira, Heitor Piedade, e vários outros.


Embora nunca tenha assumido o cargo de prefeito, Mundico Campelo era quem, graças ao enorme prestígio junto ao eleitorado vianense, colocava à frente do poder municipal o afiliado que julgasse merecedor dessa responsabilidade. Sua militância política lhe rendeu inúmeras vitórias e grandes alegrias. No entanto, como é comum na vida pública, sua atuação também gerou muitas críticas por parte dos opositores e algumas decepções pessoais.


O jornal "A Época", que circulou em Viana entre 1929 e 1932, registrou alguns de seus desabafos. Suas artimanhas e manobras políticas para se manter no poder também se tornaram célebres. Um dos casos mais notáveis ocorreu durante a famigerada Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao comando do Brasil. Quando os rumores dessa revolta chegaram a Viana no final de outubro daquele mesmo ano, o astuto líder político imediatamente depôs seu aliado, Mundico Serra (Raimundo Nonato Serra Nunes), da prefeitura, e em seu lugar empossou o próprio genro, Nhô Santos (José Fernandes da Costa Santos), como "prefeito revolucionário".


A troca, muitas vezes chamada pejorativamente de "revolução de cozinha" pelos adversários, desencadeou uma das mais intensas disputas pelo poder na história política de Viana. Deixando as rivalidades políticas de lado, Raimundo Marcelino Campelo foi incansável em sua busca por melhorias para a cidade. Entre essas melhorias, a preocupação com a educação da juventude vianense era, sem dúvida, sua principal bandeira.


Recebendo o apoio de diversos governadores do Maranhão, que o consideravam um dos líderes políticos mais influentes do interior do Estado, ele não poupou esforços para atender às necessidades educacionais locais. A fundação do Grupo Escolar Estevam Carvalho em 1924 foi resultado de sua importante iniciativa. Da mesma forma, quando o promotor público de Viana, Dr. Palmério Campos, estabeleceu o Instituto D. Francisco de Paula em 1929, encontrou em Mundico Campelo o maior entusiasta e incentivador.


Em um discurso proferido na Prefeitura Municipal em 12/06/1929, após convocar os professores para se dedicarem à causa da educação dos jovens locais, Mundico Campelo dirigiu-se aos jovens presentes da seguinte maneira:


“a vós jovens vianenses, vós que sois a esperança da nossa pátria, eu concito-vos a que procureis aprender, para serdes felizes, e felizes fazerdes os vossos paes e a nossa pátria; e a vós paes de família, eu imploro com as mãos postas, como quem a Deus implora, que procureis ensinar os vossos filhinhos porque, quando todos os viannenses forem cultos, esta nossa querida Vianna será grande, immensamente grande, pois todos trabalharão uníssonos pela sua grandeza e pela sua prosperidade...”


(A Época, n° 26, de 30/06/1929).


Vida pessoal de Raimundo Marcelino Campelo


No âmbito profissional, o coronel Campelo desempenhava a função de coletor estadual em Viana, além de ser proprietário do engenho de cana-de-açúcar de Santarém. Esse engenho foi um dos pioneiros na região a adotar a modernização ao substituir a tração animal por energia motorizada.


Dedicado à sua família, Raimundo Marcelino Campelo era casado com Olívia Rosa Garcia Campelo e pai de oito filhos. Destacavam-se entre eles as professoras normalistas Faraíldes e Maria Raimunda, bem como os futuros generais do Exército: Lourival, Raimundo, Juracey e Florimar Campelo. Além destes, José de Ribamar e Josafá Campelo seguiram carreiras como advogado e agrônomo, respectivamente.


Em 1977, sob a administração do prefeito Walber Duailibe, esse vianense ilustre recebeu uma nova homenagem. Uma das escolas da rede estadual em Viana foi devidamente denominada "Centro de Ensino Raimundo Marcelino Campelo", uma justa celebração de sua contribuição para a comunidade e a educação.


Renascer 26

História


Conhecido por seus contemporâneos simplesmente como Mundico Campelo, esse homem traçou uma trajetória de vida que o tornou merecedor de uma das mais significativas homenagens póstumas prestadas a um vianense: teve seu nome escolhido para denominar uma das três principais ruas de sua cidade natal. Diferentemente do professor Antônio Lopes, que alcançou notoriedade intelectual por sua atuação na capital maranhense, ou do engenheiro Raimundo de Castro Maia, que conquistou prestígio político e cultural na então capital do país (ambos igualmente distinguidos com a mesma homenagem), o Coronel Campelo ganhou destaque pelo trabalho desenvolvido ali mesmo, em prol de sua comunidade.


Nascido em 2 de junho de 1874, Raimundo Marcelino Campelo viveu até os 71 anos de idade. Quando faleceu em 10 de outubro de 1945, deixou para trás rivais e desafetos na política local. No entanto, ao longo de sua trajetória, ele havia demonstrado um interesse fundamental no desenvolvimento do município e no bem-estar da população. De acordo com uma de suas netas, Maria do Socorro Silva Coelho, conhecer a história de Raimundo Marcelino Campelo não se trata apenas de entender uma biografia fascinante, mas sim de tentar compreender a postura de toda uma geração diante de seus desafios, preocupações e esperanças. De fato, é necessário transportar-se para a Viana do início do século passado, com todas as carências materiais e distâncias geográficas da época, a fim de melhor compreender o senso cívico que pulsava nos corações dos filhos daquela terra.


Isolado e privado do contato direto com o mundo exterior, Mundico Campelo alcançou a plenitude da vida social e comunitária, mantendo-se assim bem distante do egoísmo e do individualismo tão exacerbados dos dias atuais. Foi nesse contexto que a determinação e o espírito de luta o conduziram ao posto de chefe político local.

Naquela época em Viana, prevaleciam dois tradicionais partidos políticos, ambos com direção regional em São Luís: o Conservador e o Liberal. O primeiro, conhecido como o partido do "Pau roxo", tinha justamente no Coronel Campelo seu líder e eixo de convergência dos principais talentos políticos da época, como o também Coronel Ulisses Leopoldino Rodrigues, Antonio Serafim da Costa (eleito prefeito da cidade por duas vezes), Leonel Alves de Carvalho, João Balby, João de Parma, Marcelino Piedade, Alteredo Nogueira, Heitor Piedade, e vários outros.


Embora nunca tenha assumido o cargo de prefeito, Mundico Campelo era quem, graças ao enorme prestígio junto ao eleitorado vianense, colocava à frente do poder municipal o afiliado que julgasse merecedor dessa responsabilidade. Sua militância política lhe rendeu inúmeras vitórias e grandes alegrias. No entanto, como é comum na vida pública, sua atuação também gerou muitas críticas por parte dos opositores e algumas decepções pessoais.


O jornal "A Época", que circulou em Viana entre 1929 e 1932, registrou alguns de seus desabafos. Suas artimanhas e manobras políticas para se manter no poder também se tornaram célebres. Um dos casos mais notáveis ocorreu durante a famigerada Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao comando do Brasil. Quando os rumores dessa revolta chegaram a Viana no final de outubro daquele mesmo ano, o astuto líder político imediatamente depôs seu aliado, Mundico Serra (Raimundo Nonato Serra Nunes), da prefeitura, e em seu lugar empossou o próprio genro, Nhô Santos (José Fernandes da Costa Santos), como "prefeito revolucionário".


A troca, muitas vezes chamada pejorativamente de "revolução de cozinha" pelos adversários, desencadeou uma das mais intensas disputas pelo poder na história política de Viana. Deixando as rivalidades políticas de lado, Raimundo Marcelino Campelo foi incansável em sua busca por melhorias para a cidade. Entre essas melhorias, a preocupação com a educação da juventude vianense era, sem dúvida, sua principal bandeira.


Recebendo o apoio de diversos governadores do Maranhão, que o consideravam um dos líderes políticos mais influentes do interior do Estado, ele não poupou esforços para atender às necessidades educacionais locais. A fundação do Grupo Escolar Estevam Carvalho em 1924 foi resultado de sua importante iniciativa. Da mesma forma, quando o promotor público de Viana, Dr. Palmério Campos, estabeleceu o Instituto D. Francisco de Paula em 1929, encontrou em Mundico Campelo o maior entusiasta e incentivador.


Em um discurso proferido na Prefeitura Municipal em 12/06/1929, após convocar os professores para se dedicarem à causa da educação dos jovens locais, Mundico Campelo dirigiu-se aos jovens presentes da seguinte maneira:


“a vós jovens vianenses, vós que sois a esperança da nossa pátria, eu concito-vos a que procureis aprender, para serdes felizes, e felizes fazerdes os vossos paes e a nossa pátria; e a vós paes de família, eu imploro com as mãos postas, como quem a Deus implora, que procureis ensinar os vossos filhinhos porque, quando todos os viannenses forem cultos, esta nossa querida Vianna será grande, immensamente grande, pois todos trabalharão uníssonos pela sua grandeza e pela sua prosperidade...”


(A Época, n° 26, de 30/06/1929).


Vida pessoal de Raimundo Marcelino Campelo


No âmbito profissional, o coronel Campelo desempenhava a função de coletor estadual em Viana, além de ser proprietário do engenho de cana-de-açúcar de Santarém. Esse engenho foi um dos pioneiros na região a adotar a modernização ao substituir a tração animal por energia motorizada.


Dedicado à sua família, Raimundo Marcelino Campelo era casado com Olívia Rosa Garcia Campelo e pai de oito filhos. Destacavam-se entre eles as professoras normalistas Faraíldes e Maria Raimunda, bem como os futuros generais do Exército: Lourival, Raimundo, Juracey e Florimar Campelo. Além destes, José de Ribamar e Josafá Campelo seguiram carreiras como advogado e agrônomo, respectivamente.


Em 1977, sob a administração do prefeito Walber Duailibe, esse vianense ilustre recebeu uma nova homenagem. Uma das escolas da rede estadual em Viana foi devidamente denominada "Centro de Ensino Raimundo Marcelino Campelo", uma justa celebração de sua contribuição para a comunidade e a educação.


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